Doutor em Educação Física (Unicamp-SP)
Costumo dizer que o que se tem de avaliar numa equipe de jovens é "como" ela joga e não "qual" o resultado que alcansou. Significa dizer que mais importante que o resultado é o jeito que se joga. Isso não é comum. Habitual é se avaliar apenas a expressão numérica da equipe e o seu lugar na competição. Pensa-se, invariavelmente, de forma reducionista, parcial, tacanha.
O princípio de avaliar o modelo de jogo da equipe independentemente do resultado alcançado é uma atitude promissora. Por quê? Porque isso engajaria o treinador na responsabilidade de construir, progressivamente, um jeito de jogar que levasse seus jogadores à aquisição de um modelo de jogo fecundo. Nesse sentido, não se pode admitir, por exemplo, que jogadores entre 14 e 17 anos fiquem esparramados na quadra no lugar de estarem distribuídos; que dêem importância ao colega e ao adversário apenas quando estes têm a bola, quando deveriam incluí-los independentemente desta; que iniciem a pensar quando a bola lhes chega, quando deveriam antever o que farão antes de recepcioná-la; que joguem apenas com a posse da bola no lugar de abrir espaços para si e para os outros; que reajam à ação do adversário quando deveriam antecipar suas intenções; que joguem demonstrando suas intenções quando deveriam dissimulá-las, ocultá-las, etc. Por baixo, como jogar entre os melhores sem construir esses recursos?
segue (...)
Comentário Professor Élver:
Eu acredito que antes de qualquer professor começar um trabalho na base, ou seja, com crianças de 7,8,9 anos de idade (até os 17), deve no mínimo ler e interpretar este texto. Após isso, deve formular suas aulas da maneira mais coerente possível para fazer com que seus alunos consigam assimilar o que se propõe. É difícil?, é!, mas se estamos "neste barco" é por que queremos, e assim sendo, é nosso dever/obrigação, planejar aulas para que o exposto acima seja contemplado.
Eu acredito que antes de qualquer professor começar um trabalho na base, ou seja, com crianças de 7,8,9 anos de idade (até os 17), deve no mínimo ler e interpretar este texto. Após isso, deve formular suas aulas da maneira mais coerente possível para fazer com que seus alunos consigam assimilar o que se propõe. É difícil?, é!, mas se estamos "neste barco" é por que queremos, e assim sendo, é nosso dever/obrigação, planejar aulas para que o exposto acima seja contemplado.
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